Monique
Evans em 1985 à frente da bateria da Mocidade Independente, e 29 anos
depois: "Tinha duas estrelas para tapar o bico do seio. Uma quebrou e
tivemos que improvisar com glitter prateado" (Foto: Arquivo Pessoal |
Claudio Andrade/Fotorio News)
Quando surgiu na na Marquês de Sapucaí, em 1985,
Monique Evans
reinou absoluta. A modelo, no auge da carreira, desfilou seu corpo
perfeito à frente da bateria da Mocidade Independente de Padre Miguel em
uma época que o cargo de rainha não exigia liturgia. Ela foi colocada
lá porque gostava de samba, sabia requebrar e era conhecida em todo o
país. "Nem existia um nome específico. No ano anterior, a primeira vez
em que desfilei, não sabia o samba, ajeitava a sandália em frente às
câmeras de TV, mas fiz um sucesso danado, e virei rainha de bateria no
ano seguinte", recorda Monique, que no enredo campeão "Ziriguidum 2001"
teve que desfilar de topless: "Tinha duas estrelas para tapar o bico do
seio. Uma quebrou e tivemos que improvisar com glitter prateado. Não
dava para perceber a diferença".
Quase 30 anos depois, Monique volta a ser o centro das atenções
da escola. Mas, desta vez, garante, de forma bem comportada: "Serei
homenageada no carro abre-alas e virei nele bem comportada. Não será uma
fantasia ousada, mas também não será tapadíssima. Não estou na minha
melhor forma e para topless já não tenho idade", justifica ela, que
chegou à agremiação pelas mãos do falecido Chacrinha: "Meu pai torcia
pela Mocidade e eu queria muito sair em uma escola. pedi para o
Chacrinha me arranjar uma vaga em qualquer ala. Mas como não sabiam onde
me botar, me deixaram perto da bateria".
Monique bem que tentou dizer não ao convite deste ano, mas ao chegar no
barracão da Mocidade não contece a emoção. "Meu joelho está estragado,
estou um pouqinho fora do peso, mas quer saber? Tudo isso é menor que
ser lembrada por um
Carnaval que só me deu alegrias. Topei na hora e acho que vou ficar muito emocionada", avalia.
No abre-alas, várias compnentes vão usar
a mesma fantasia que Monique usou no
campeonato de 1985
(Foto: Reprodção/Internet)
No tal carro, várias mullheres sairão com os seios de fora relembrando o
carnaval de Monique, que não vê o cargo de rainha de bateria com o
mesmo entusiasmo de antigamente: "Acho muito triste que algumas escolas
negociem o espaço e que as mulheres compre um lugar à frente da bateria
pensando em melhorar seus cachês depois do carnaval. Eu curtia estar
lá".
No domingo, 2 de março, Monique também vai à Avenida para assistir ao
desfile da Grande Rio no qual estará a filha Bárbara Evans. "Só fiquei
sabendo que ela ia desfilar porque vi uma foto em algum lugar. Não dou
nenhum toque sobre sambar porque ela já tem um professor. Então, vou
vê-la no domingo, e na segunda será minha vez de desfilar", planeja.
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